Audiometria Tonal e Vocal
A Avaliação Audiométrica, mais conhecida como audiometria tonal e vocal é considerada um teste básico da audição, pois tem como principal objetivo identificar e determinar a intensidade mínima necessária para identificar os sons mais comuns da audição.
O médico otorrino poderá solicitá-la em casos de:
- Suspeita de perda auditiva (surdez);
- Zumbido (tinnitus);
- Suspeita de labirintite ou queixas relacionadas ao equilíbrio;
- Dificuldades de aprendizado;
- Atrasos na aquisição da fala;
- Exposição excessiva a ruídos, entre outros fatores de risco.
Trata-se de um exame indolor, que é composto por dois testes básicos:
Audiometria Tonal
A primeira parte da audiometria é realizada em um ambiente acusticamente tratado, para que sons externos não interfiram em seu resultado final.
A audiometria é considerado um teste subjetivo, pois depende da sua atenção e das suas respostas.
Durante a avaliação audiométrica, através de um fone você escutará sons de diferentes frequências e intensidades. Tenha em mente que o objetivo final é avaliar a sua capacidade auditiva para então identificar se há, ou não, uma alteração em relação aos limiares auditivos considerados normais que pode caracterizar uma deficiência auditiva (surdez).
Audiometria Vocal
A audiometria vocal é uma parte muito importante da avaliação audiológica, tanto para confirmar os resultados da audiometria tonal, quanto para avaliar a capacidade que você tem de identificar e compreender a fala. É um teste bem simples, no qual você ouvirá uma sequência de palavras e deverá repeti-las conforme você entender.
Embora seja frequentemente solicitado em casos de queixas auditivas, a Audiometria também pode ser feita de forma preventiva, pois o diagnóstico precoce garante um maior sucesso no tratamento da perda auditiva.
Fique atento aos sinais e sintomas que podem indicar problemas auditivos e procure o médico otorrinolaringologista para uma avaliação audiológica.

Audiometria Condicionada Lúdica
A Audiometria Condicionada Lúdica é um exame auditivo voltado para o público infantil, geralmente realizado a partir dos 2 a 3 anos de idade, dependendo do desenvolvimento da criança.
O exame é feito de forma interativa e divertida, condicionando a criança a responder aos estímulos sonoros através de brincadeiras (como encaixar uma peça ou apertar um botão) sempre que ouvir o som.
Isso permite que o fonoaudiólogo obtenha respostas precisas sobre os limiares auditivos infantis de maneira colaborativa e sem causar estresse.
- Identificação precoce de perdas auditivas;
- Prevenção de atrasos no desenvolvimento da fala e linguagem;
- Abordagem acolhedora e adequada à idade cognitiva da criança.

Audiometria de Altas Frequências
A Audiometria de Altas Frequências pesquisa os limiares auditivos em frequências superiores a 8.000 Hz, chegando geralmente até 16.000 Hz ou 20.000 Hz. Este exame é complementar à audiometria convencional.
É de extrema importância para a detecção precoce de perdas auditivas que ainda não atingiram as frequências da fala, sendo muito comum em casos de:
- Exposição contínua a ruídos ocupacionais (PAIRO);
- Uso de medicamentos ototóxicos (como alguns antibióticos e quimioterápicos);
- Pacientes com zumbido (tinnitus) constante;
- Avaliação e monitoramento do envelhecimento auditivo (presbiacusia).
O exame é rápido, indolor e fundamental para iniciar o tratamento e a prevenção de maneira mais assertiva, evitando a progressão invisível da perda de audição.

Acufenometria (Exame de Zumbido)
A Acufenometria é um exame complementar à audiometria que tem como objetivo identificar e mensurar as características psicoacústicas do zumbido (tinnitus).
Neste teste, o fonoaudiólogo emite estímulos sonoros para que o paciente possa compará-los com o zumbido que percebe, permitindo determinar a intensidade (volume) e a frequência (tom) do ruído. Além disso, avalia-se o Limiar de Mascaramento do Zumbido (LMZ), que indica qual intensidade de som externo é necessária para "abafar" ou mascarar o zumbido.
A Acufenometria é essencial para:
- Mensurar e documentar as características do zumbido;
- Direcionar o planejamento do tratamento (ex: terapia de habituação, adaptação de aparelhos auditivos com gerador de som);
- Monitorar a evolução clínica do paciente ao longo do tratamento.
O exame é indolor e depende da colaboração e percepção do paciente, sendo realizado na cabina acústica juntamente com a audiometria tonal.

Pesquisa do Limiar de Desconforto (LDL)
A Pesquisa do Limiar de Desconforto (LDL - Loudness Discomfort Level) é um exame comportamental que tem como objetivo avaliar a tolerância a sons intensos. Ele identifica o nível exato em que o som passa a ser incômodo ou desconfortável para o paciente.
Este exame é frequentemente associado à Acufenometria e é fundamental para:
- Diagnóstico de Hipersensibilidade Auditiva (Hiperacusia, Misofonia ou Fonofobia);
- Ajuste e adaptação de aparelhos auditivos, garantindo que os sons fortes não sejam amplificados a um nível desconfortável;
- Moldar tratamentos como a Terapia de Habituação do Zumbido (TRT).
Durante o teste, o paciente ouvirá estímulos sonoros em diferentes frequências em intensidades progressivamente maiores, e sinalizará o momento em que o som se torna desconfortável. O procedimento é rápido, indolor e completamente seguro.

Prova de Função Tubária
A Prova de Função Tubária (ou disfunção tubária) é um exame rápido e indolor que tem como objetivo avaliar o funcionamento da tuba auditiva. Este canal é responsável por ventilar a orelha média e equilibrar a pressão do ar entre o ouvido e o ambiente externo.
É indicado em casos de:
- Sensação de "ouvido tampado" (plenitude aural);
- Histórico de otites médias de repetição;
- Doenças respiratórias (rinites, sinusites) que afetam a audição;
- Zumbido (tinnitus) ou estalos no ouvido ao engolir/bocejar;
- Avaliação prévia em pacientes que serão submetidos a variações de pressão (ex: mergulho profundo, viagens de avião).
O teste é semelhante à impedanciometria e exige que o paciente engula ou realize manobras específicas (como apertar o nariz e assoprar) para que o fonoaudiólogo possa registrar a resposta de abertura da tuba e equalização da pressão.

Imitanciometria ou Impedanciometria?
Impedanciometria e Imitanciometria são sinônimos para o teste que verifica as condições da membrana timpânica (tímpano), orelha média (ossículos: martelo, estribo e bigorna) e a tuba auditiva (canal que liga a nasofaringe à orelha média).
Os principais objetivos da impedanciometria são:
- Avaliar as possíveis alterações no tímpano, orelha média e/ou tuba auditiva pois são alterações difíceis de diagnosticar visualmente;
- Avaliar a intensidade mínima necessária para desencadear os reflexos estapedianos (mecanismo de proteção da orelha contra sons de forte intensidade).
A impedanciometria é realizada geralmente junto com a Audiometria. O resultado da impedanciometria costuma alterar quando há presença de secreção na orelha média, rigidez ou flacidez da membrana timpânica, alterações nos ossículos ou na tuba auditiva, entre outros problemas.
A imitanciometria é frequentemente solicitada nas seguintes situações:
- Suspeita de doenças da orelha média;
- Presença de otalgia (dor de ouvido);
- Sensação de oclusão (ouvido tampado ou cheio);
- Perda auditiva, tinnitus (zumbido), tonturas ou vertigens;
- Processo pré e pós-cirúrgico em casos de cirurgias do ouvido;
- Casos de paralisia facial, entre outras.
Apesar de sua importância na avaliação audiológica e ser um teste rápido e também indolor, cabe ao médico otorrinolaringologista avaliar a necessidade deste exame para realizar o diagnóstico de maneira adequada.
Fique atento aos sinais e sintomas que podem indicar problemas auditivos e procure o médico otorrinolaringologista para uma avaliação audiológica.

Exame Otoneurológico (Vectoeletronistagmografia)
O Exame Otoneurológico é o procedimento clínico voltado para a avaliação detalhada do sistema vestibular e suas conexões centrais. Este exame investiga a integridade das vias do equilíbrio, sendo essencial para o diagnóstico de tonturas, vertigens e instabilidades corporais.
A avaliação consiste na análise de movimentos oculares e do nistagmo, que são reflexos diretos da função labiríntica. A prova calórica, etapa fundamental do teste, avalia a resposta de cada labirinto individualmente por meio de estímulos de temperatura.
Os resultados permitem identificar disfunções vestibulares periféricas ou centrais, direcionando o tratamento médico e fonoaudiológico. É um exame seguro e realizado por fonoaudiólogos especializados, exigindo preparo prévio de 72 horas para garantir a fidedignidade dos dados.

Instruções de Preparo (72 horas antes)
Para garantir a precisão dos resultados, é fundamental seguir rigorosamente as orientações de preparo nas 72 horas que antecedem o exame:
- Suspenda o consumo de cafeína e derivados, como café, chás escuros, refrigerantes de cola, chocolates e bebidas energéticas.
- Não consuma bebidas alcoólicas em hipótese alguma durante as 72 horas que antecedem a avaliação.
- Não utilize cremes, maquiagens, protetor solar ou loções no rosto no dia do exame, pois a pele deve estar limpa para a colocação dos sensores.
- Mantenha uma alimentação leve no dia da avaliação e realize um jejum de 3 horas antes do horário agendado.
- É obrigatório suspender medicamentos para tontura, labirintite e calmantes, mantendo apenas os remédios de uso contínuo para pressão e diabetes.
- Traga os resultados de exames de audição e de imagem realizados anteriormente, como Ressonância Magnética ou Tomografia de crânio e orelhas.
- Recomenda-se vir acompanhado, pois o estímulo labiríntico pode causar uma tontura passageira e leve após o procedimento.
Avaliação do Processamento Auditivo Central (PAC)
O processamento auditivo central refere-se à eficiência com que o sistema nervoso central utiliza a informação auditiva recebida. Diferente da audiometria, que avalia a detecção do som, o exame de PAC analisa a habilidade do cérebro em interpretar e compreender as mensagens sonoras.
Este exame é composto por uma bateria de testes comportamentais que avaliam habilidades como localização sonora, fechamento auditivo e figura-fundo. É indicado para crianças com dificuldades de aprendizado, trocas na fala, distração excessiva ou queixas de "ouvir, mas não entender".
Em adultos e idosos, o PAC é essencial para investigar dificuldades de comunicação em ambientes ruidosos e quadros de declínio cognitivo. A avaliação é realizada em cabina acústica por fonoaudiólogo especializado e exige que o paciente tenha limiares auditivos dentro da normalidade ou perda auditiva leve.
Os resultados fornecem um perfil das habilidades auditivas, permitindo o planejamento preciso do Treinamento Auditivo Acusticamente Controlado.

Instruções de Preparo para o PAC
- O paciente deve estar descansado e sem sinais de fadiga mental.
- É necessário que os ouvidos estejam limpos (sem rolhas de cera) para a correta colocação dos fones.
- Traga o resultado da audiometria tonal e vocal realizada nos últimos 6 meses.
- Em casos de crianças em idade escolar, é recomendado trazer relatórios pedagógicos ou de outros profissionais (psicólogos/psicopedagogos) se houver.
- Não é necessário jejum, mas recomenda-se uma boa noite de sono, pois o exame exige atenção sustentada e colaboração ativa.

